Pelo seu aniversário,
mãe.
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Imagem do filme Asas do Desejo
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(...) O que nunca pensei é que pudesse ser assim tão vazia uma casa sem um anjo. Dentro de mim existe alguma coisa que espera a sua volta, de repente, não sei se pela janela ou se aparecerá novamente no mesmo lugar. Para prevenir surpresas, tenho deixado sempre abertas todas as janelas e todas as portas de todos os guarda-roupas. Enquanto você não chega, preparo duas coroas de flores: uma para o seu túmulo, outra para o guarda-roupa que você habitava.(...)

CFA
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Será possível que nada se cumprisse?
Que o roseiral a brisa as folhas de hera
Fossem como palavras sem sentido
- Que nada sejam senão seu rosto ido
Sem regresso nem resposta - só perdido
Sophia de Mello Breynner
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Cai chuva do céu cinzento
Que não tem razão de ser.
Até o meu pensamento
Tem chuva nele a escorrer.


Tenho uma grande tristeza
Acrescentada à que sinto.
Quero dizer-ma mas pesa
O quanto comigo minto.

Porque verdadeiramente
Não sei se estou triste ou não.
E a chuva cai levemente
(Porque Verlaine consente)
Dentro do meu coração.
Fernando Pessoa, 15-11-1930.

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Naquele tempo, minha única ocupação diária era tentar não morrer. Talvez pareça excessivamente dramático dito assim, mas assim era. Nem sinistra ou espantosa, apenas cotidiana feito xícara de café, janela aberta ou fechada sobre esse espaço vago que chamam de o depois, dentro e fora de mim, a morte estava sempre presente.
Naqueles dias uterinos, gordurosos, naqueles dias amnióticos quando eu não conseguia sequer sair da cama, trinta horas em posição fetal sem dormir nem viver, numa espécie de ensaio geral da treva definitiva...
Daquele tempo nem tão distante, daqueles dias que até hoje duram às vezes duas, às vezes duzentas horas, restou essa sensação de que, como eles, também me vou tombando rápido dentro da boca de um vulcão aberto sem fôlego nem tempo para repetir como numa justificativa, ou oração, ou mantra, enquanto caio sem salvação no fogo que é verdade, que si, que no, que nadie puede mismo vivir sin amor.
CFA
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"Vou me lembrar de você,
Só enquanto eu respirar..."
O Teatro Mágico, O Anjo Mais Velho
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Haverá para os dias sem memória

outro nome que não seja morte?
Morte das coisas limpas, leves:
manhã rente às colinas,
a luz do corpo levada aos lábios,
os primeiros lilases do jardim.
Haverá outro nome para o lugar
onde não há lembrança de ti?
Eugénio de Andrade, O Outro Nome da Terra (1989)
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"As memórias são como pássaros em vôo. Vão para onde querem. E podemos chamá-las que elas não vêm. Só vêm quando querem.
Moram em nós, mas não nos pertencem."
Em O velho que acordou menino – Rubem Alves
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Do Outono II



Sem vento, a minha voz secou
aqui, neste parque de cedros quietos.
Tudo é como ontem era, mas a minha
voz, na minha face, calou-se,
porque só o vento me trazia a fala,
vinda de algures, com notícias de alguém,
indo para além, para outros ouvidos, num país.
Fiama Hasse Pais Brandão

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"Ai. Saudade é uma coisa azul e amarga com carne por fora e espinho por dentro".
Caio Fernando Abreu
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* Para minha mãe, no dia do seu aniversário. Muitas saudades.
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É dia de matar...ou melhor de Charles Bronson.
Longe de ser um grande ator, Bronson deixou seu nome gravado para posteridade com vários filmes, sendo que a série "Desejo de matar" faria dele um justiceiro implacável de rosto impassível.
Na verdade, Charles Bronson era uma espécie de Chuck Norris pré - histórico, mas ao invês de chegar dando uma voadora, ele matava primeiro e perguntava depois.
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Nascido em 3 de novembro de 1921, na localidade de Ehrenfield (Pensilvânia, nordeste dos Estados Unidos), sob o nome de Charles Buchinsky, Bronson era descendente de uma família numerosa (15 irmãos) de origem lituana e seu destino, em princípio, parecia ser as minas de carvão. Mas isso mudou quando, em 1943, voltou da Segunda Guerra Mundial e decidiu seguir a carreira artística.
A carreira começou em 1951, com o filme "O poder invisível", mas somente em 1960, com o filme "Sete homens e um destino", Bronson alcançaria o estrelato
Por ter um tipo tão marcante, Bronson, acabou estereotipado em papéis de índio, escravos e posteriormente, justiceiro.
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Desejo de Matar - de 1974 a 1994

O primeiro filme da série foi lançado nos anos 70 e conquistou a simpatia da população das grandes cidades e o ódio dos críticos. Nele, Bronson é um homem de meia-idade transtornado com a morte da esposa e o estupro da filha. Baseado em fatos reais, a série se estendeu até os anos 90 e não economizou sangue, formas e modos de matar.
Em "Desejo de Matar 5", último da série, Bronson já estava com 74 anos e matando a rodo.
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Discreto, recluso e calado também na vida privada, Charles Bronson foi casado e feliz por 22 anos com a atriz Jill Ireland até que a morte os separou. Jill faleceu vítima de um câncer em 1990.
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Durante a doença de Jill, Bronson manteve a aparente frieza, mas em entrevista, aquele rosto sempre impassível revelaria um homem emotivo e apaixonado ao dizer: "Quando se ama alguém, você é capaz de sentir a dor da pessoa, assim como alguns maridos "engravidam" quando suas esposas estão grávidas. Senti a dor dela, não a física, mas a angústia mental."
Bronson se sentia impotente e revoltado por não conseguir proteger sua família. Na época ele parou de trabalhar para ficar ao lado dela. Jill, era sua melhor amiga antes do relacionamento e mesmo depois, segundo ele, a única pessoa que o conhecia verdadeiramente.
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Após a morte de Jill, em 1990, por um câncer de mama, o que o levou a uma profunda depressão, Bronson se casaria pela última vez, oito anos mais tarde com Kim Weeks, que o acompanharia até sua morte.


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Charles Bronson morreu num sábado, 30 de agosto de 2003 aos 81 anos, vítima de pneumonia.  O astro já sofria de Mal de Alzheimer, que começou a se manifestar  dois anos antes.
Ele até podia não ser um grande ator, mas eu confesso uma grande simpatia por ele. Bronson se manteve fiel ao estilão justiceiro e levou a vida exercendo seu ofício tentando se manter longe dos holofotes de Hollywood e do culto à celebridade. Segundo seus amigos, era um grande cara e eu acho que era mesmo.



Boa noite, tristeza
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₢Pablo Herredias




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Manhãs



“Sonhei hoje amores tristes e doces; outonais. Beijos distraídos, não contrariados. Televisões no poder sem contestação, cozinhas arrumadas a meias e em silêncio, policiais à espera na mesa-de-cabeceira. Orgasmos fáceis de corpos sem segredos; camaradas. Manhãs rápidas, lençóis limpos, atrasos risonhos já esquecidos. O espelho não mente – estou desperto. Adormeceram os dias da paixão.”
Júlio Machado Vaz - Domingos, Sábados e Outros Dias.
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Desencontros marcados
(ou "O que pode fazer a ausência dos verbos")
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"...Os segmentos do tempo se unem uns aos outros num encaixe quase perfeito, mas não totalmente perfeito. Ocasionalmente, desencontros muito leves acontecem. Por exemplo, nesta terça-feira, em Berna, um rapaz e uma moça, os dois beirando os trinta anos de idade, estão parados sob uma lâmpada de iluminação pública na Gerberngasse. Eles se conheceram há um mês. Ele a ama desesperadamente, mas já sofreu muito por uma mulher que o abandonou sem qualquer aviso, e tem medo do amor. Com esta mulher, ele precisa de todas as garantias. Examina o rosto dela, silenciosamente implora-lhe que revele seus verdadeiros sentimentos, procura identificar o menor sinal, o mais acanhado movimento de suas sobrancelhas, o mais vago corar de suas bochechas, a umidade em seus olhos.
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Na verdade, ela também o ama, mas não consegue traduzir seu amor em palavras. Em vez disso, sorri para ele, sem saber do medo que ele sente. Enquanto estão ali, sob aquela lâmpada, o tempo pára e recomeça. Logo depois do intervalo, a inclinação de suas cabeças é exatamente a mesma, o ciclo das batidas de seus corações não apresenta qualquer alteração. Mas, em qualquer lugar das profundezas da mente da mulher, surgiu um pensamento frágil que não estava lá antes. A jovem mulher tenta capturar este novo pensamento em seu inconsciente e, quando o faz, um vazio inescrutável risca-lhe o sorriso. Esta breve hesitação só seria perceptível à mais rigorosa observação, mas ainda assim o ansioso rapaz a percebeu e a interpretou como o sinal que procurava. Ele diz à jovem mulher que não pode tornar a vê-la, volta para seu pequeno apartamento na Zeughausgasse e decide mudar-se para Zurique e trabalhar no banco de um tio. A jovem mulher se afasta do poste de iluminação pública na Gerberngasse, caminha lentamente de volta para casa se perguntando por que o rapaz não a amava."
Trecho extraído de um dos contos no livro "Sonhos de Einstein", de Alan Lightman.
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"Tu foste simplesmente à tua vida e eu fui à minha. Como sabes, eu vivo por relâmpagos; contigo partilhei uma trovoada um pouco mais longa do que o habitual. Foi apenas isso. De qualquer modo, a morte espreita sobre todos os prazeres dessa cronologia a que nos agarramos para escapar ao tempo. O que somos para além do que vamos sendo? O meu além eras tu - íman da minha íntima, impessoal temporalidade. Redenção dos males que me amputaram. Tu. Agora puro vapor do universo. Serves-me de Deus - quem diria? Serves-me no que não sei ser, e é a verdade. Olho para o mar do Guincho, para essas ondas frias e violentas em que tanto gostavas de mergulhar, e sinto-me também eu meio morto, meio frio. Feliz por estar ao teu lado outra vez. Ao lado dessa que já estava morta um bom par de anos antes de tu morreres. Fazes-me falta. Mas a vida não é mais do que essa sucessão de faltas que nos animam. A tua morte alivia-me do medo de morrer. Contigo fora de jogo, diminui o interesse da parada. E se tu morreste, também eu serei capaz de morrer, sem que as ondas nem o céu nem o silêncio se transtornem. Cair em ti, cada vez mais longe da mísera ficção de mim."
Trecho do livro Faz-me falta - Inês Pedrosa
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A dor do enlouquecimento pulsional



Assim como se acredita, erradamente, que a sensação
dolorosa causada por um ferimento no braço se localiza
no braço, também se acredita, erroneamente, que a dor
psíquica se deva à perda da pessoa do ser amado.
Como se fosse a sua ausência que doesse.




Ora, não é a ausência do outro que dói, são os efeitos em
mim dessa ausência. Não sofro com o desaparecimento
do outro. Sofro porque a força do meu desejo fica privada
de uma de suas fontes, que era o corpo do amado; porque
o ritmo simbólico dessa força fica quebrado com o
desaparecimento do compasso que os estímulos provenientes
daquele corpo escandiam; e depois porque o espelho psíquico
que refletia as minhas imagens desmoronou, por falta do apoio
vivo em que sua presença se transformara.


A lesão que provoca a dor psíquica não é pois
o desaparecimento físico do ser amado, mas
o transtorno interno gerado pela desarticulação
da fantasia do ser amado.
In J.- D. Nasio. A Dor de Amar -Rio de Janeiro: Zahar, 2007 -(excerto do capítulo)
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“Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura."
Citação de Grande Sertões Veredas.
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Este o nosso destino: amor sem conta,

distribuído pelas coisas pérfidas e nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
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Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Carlos Drummond de Andrade, trecho de Notícias amorosas.
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Passamos a vida inteira à espera de uma pessoa que nos diga algo de fundamental, e quando percebemos vagamente que talvez ela já nos tenha procurado, não podemos deixar de concluir

com amargura que nós não a soubemos ouvir, e muito menos identificar. Esperávamos sem estar preparados para a espera. E por acaso, essa pessoa foi talvez a única a que humilhamos.
Samuel Rawet


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₢Edward Dimsdale
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*Não me recordo de um agosto tão triste, tão surpreendente e doloroso como esse. Quando se perde o time, quando se deixa ir e não se dá importância, não há modo ou jeito de se recuperar nada. Cristal quebrado não se cola, não há remendo para cristais e corações.

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Anos Incríveis
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Inda outro dia conversando com uma amigo, falei de um seriado que eu adorava. Pelo perfil ogro desse amigo nunca pensei que ele tivesse ouvido falar, mas não só ouviu, gostava e ainda ficamos relembrando alguns episódios desse seriado fantástico.
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Deu uma saudade de ouvir o Kevin (Fred Savage) relatando em off os anos incríveis de sua vida. Chegava a ser poético.
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No final do 1º episódio, com a música "When A Man Loves A Woman" ao fundo, abraçado a Winnie que acabara de receber a notícia da morte de seu irmão, Kevin fala:

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"Se alguém disser que o subúrbio é anônimo ou que a geração da tv não pensa em nada, sabemos que dentro de cada uma daquelas casas iguais, com um carro parado na porta, o pão sobre a mesa e a TV ligada brilhando na escuridão, há pessoas e histórias. Há famílias unidas na dor e na luta pelo amor."
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A série acompanha a vida da família Arnold e por consequência alguns fatos históricos vão permeando a história.
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Junte-se a isso, um irmão boçal, uma mãe aparentemente distraída, um pai cansado de uma vida rotineira, uma irmã hippie e rebelde e próprio Kevin, o único que consegue enxergar além da cada um enquanto vive seus próprios dramas, descobertas e aventuras.
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A música de abertura é uma versão de Joe Cocker da música dos Beatles "With a Little Help from My Friends". Uma escolha acertadíssima, bem como a trilha sonora de toda a série que é um capítulo à parte. Cada música escolhida de acordo com a época e fatos dos episódios.
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A própria narrativa em off, assim como os diálogos eram bem construídos. Frases que ficaram e se encontram espalhadas pela net.
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Episódio da briga entre Kevin e Paul “…mas acho que de certa forma todos somos rejeitados, isso até que a gente ache alguém que combine com a gente. Alguém que nos desafie a sermos o melhor que pudermos. Alguém que nos entenda, mesmo quando damos o pior de nós. Foi aí que comecei a perceber como isso é raro ; eu queria dizer a ele que eu era uma pessoa melhor porque eu o havia conhecido, que eu esperava que a nossa amizade resistisse aos desafios a vida inteira. “
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Falando de Winnie:Era uma vez uma garota que eu conhecia, morava do outro lado da rua. Cabelos Castanhos, olhos também. Quando ela sorria, eu também sorria. Quando ela chorava, eu também chorava. Qualquer coisa que sempre acontecia comigo, de algum modo, tinha a ver com ela. Naquele dia, Winnie e eu fizemos uma promessa de que não importava o que acontecesse, nós sempre estaríamos juntos. Uma promessa cheia de amor, paixão e sabedoria. Uma promessa que só poderia ser feita pelos corações jovens.”
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Sobre o pai: “Fiquei ali sentado naquela lanchonete por horas, com o único e verdadeiro herói que conheci, meu pai…”
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"Não importa a sua idade seu pai sempre vai deixar uma luz acesa”
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“Uma das piores coisas que você pode sentir é a sensação de ver alguém de quem você sempre dependeu, dependendo de você…”
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Sempre Winnie: “Na juventude, procuramos por alguém para amar, alguém que nos complete. Nós escolhemos parceiros e mudamos de parceiros; dançamos ao som da mágoa e da esperança, pensando, o tempo todo, que em algum lugar, de alguma maneira, existe alguém perfeito que está à nossa procura.”
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Hoje cada um seguiu seu caminho com maior ou menor sucesso, mas nenhum deles conseguiu o destaque e sucesso da época da série. 
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Kevin Arnold
Fred Savage recentemente estrelou a série CRUMBS, que já foi cancelada, e virou diretor de cinema.
Fez alguns filmes e já é papai.
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Winnie Cooper
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Danica McKellar recentemente participou de um episódio da série "How I met your mother". Mas seu principal trabalho foi um livro em que ensinava garotas que estudar matemática pode ser legal. Apaixonada por matemática desde os 12 anos, foi estudar sua disciplina favorita na Universidade da Califórnia, em 1994. Nesse período, Danica ajudou um professor a demonstrar um teorema conhecido hoje como Chayes-Mckellar-Winn. Posou nua e descartou a possibilidade de lecionar matemática, preferindo voltar a atuar e tentar outros projetos.
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Paul Pfeifer
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Não, ele não virou o Marilyn Manson.
Josh Saviano se formou em Ciências Políticas em Yale e depois em Direito, e hoje trabalha num escritório em Nova York.
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Wayne Arnold
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Jason Hervey, que vivia o pentelho irmão de Kevin, casou com uma ex-atriz pornô, virou produtor de TV e hoje dá conselhos amorosos na série "Scott Baio is 45 and Single".
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Karen Arnold

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Olivia Dabo, a irmã hippie de Kevin, virou dubladora de desenhos, estrelou um musical na Broadway e recentemente participou de um episódio da série EUREKA.


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Jack Arnold
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Dan Lauria era o amargo pai de Kevin, veterano de guerra. Ele fez participações em Psych, CSI e Ghost Whisperer e recentemente estrelou uma minissérie do canal ESPN, The Bronx is Burning.
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Norma Arnold
Alley Millis, a doce mãe de Kevin, até hoje faz participações especiais em séries pouco badaladas e novelas da TV americana.
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E como dizia aquele texto no final dos episódios:
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"Growing up happens in a heartbeat. One day you're in diapers, the next day you're gone. But the memories of childhood stay with you for the long haul. I remember a place... a town... a house like a lot of other houses… a yard like a lot of other yards… on a street like a lot of other streets. And the thing is… after all these years, I still look back… with WONDER."
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Tradução livre:

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"Crescer acontece num piscar de olhos. Um dia você está de fraldas, no outro você já se foi. Mas as lembranças da infância ficam com você a longo prazo. Me lembro de um lugar... uma cidade... uma casa como muitas outras casas... um quintal como muitos outros quintais... numa rua como muitas outras ruas. E o negócio é que... depois de todos esses anos, eu ainda olho pra trás... maravilhado."
Leia mais: aqui e aqui .
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* Para o meu amigo ogro MDA que me fez recordar de algo bom.
SUGESTÕES PARA ATRAVESSAR AGOSTO
Caio Fernando Abreu (6/8/1995)
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Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro- e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.
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Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir,dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros angúrios , premonições.Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade.
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Muitos vídeos de chanchadas da Atlântida a Bergman; muitos CDs, de Mozart a Sula Miranda; muitos livros, de Nietzche a Sidney Sheldon. Controle remoto na mão e dezenas de canais a cabo ajudam bem:qualquer problema , real ou não, dê um zap na telinha e filosoficamente considere, vagamente onipotente, que isso também passará. Zaps mentais, emocionais, psicológicos, não só eletrônicos, são fundamentais para atravessar agostos. Claro que falo em agostos burgueses, de médio ou alto poder aquisitivo. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós.
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Para quem toma trem de subúrbio às cinco da manhã todo dia, pouca diferença faz abril, dezembro ou, justamente, agosto. Angústia agostiana é coisa cultural, sim. E econômica. Mas pobres ou ricos, há conselhos- ou precauções-úteis a todos. O mais difícil:evitar a cara de Fernando Henrique Cardoso em foto ou vídeo, sobretudo se estiver se pavoneando com um daqueles chapéus de desfile a fantasia categoria originalidade...
Esquecê-lo tão
completamente quanto possível(santo ZAP!):FHC agrava agosto, e isso é tão grave que vou mudar de assunto já.
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Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se avida não deu, ou ele partiu- sem o menor pudor, invente um.Pode ser Natália Lage, Antonio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. emoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.
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Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se , e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques-tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informações para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire , a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas- coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo, evasão, escapismos, explícitos.
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Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter de mais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco.


(crônica escrita por Caio, em AGOSTO de 1995, para o jornal O ESTADO DE SÃO PAULO)
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*Agosto esta sendo difícil, alias, esse ano apesar de ser um ano par, que costuma ser os melhores pra mim, tem sido surpreendente. Mas como eu sempre digo: TUDO PASSA e agosto passará também.
A ciência da atração
Desde os tempos da pré-história, muita coisa mudou em nossos cérebros. Mas, quando o assunto é química sexual, nossos instintos básicos ainda falam alto. Novos estudos mostram que as regras desse jogo são mais complexas do que podemos imaginar. Saiba o que é preciso para entrar em campo e ganhar.
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Sabe quando você conhece a pessoa perfeita: bonita e gostosa (e ainda por cima completamente na sua), mas, mesmo que você queira, simplesmente não rola aquela química necessária para seguir adiante? Como se não bastasse você se sentir um completo fracasso por dispensá-la e continuar sozinho — ou, o que é ainda pior, insistindo naquela pessoa bem menos interessante e que nem lhe dá tanta bola assim —, ainda tem de ouvir os amigos falando o que fariam no seu lugar. Se isso serve de consolo, saiba que pelo menos a ciência está do seu lado.



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Novos estudos têm mostrado que, ainda que o visual seja o primeiro e talvez o mais importante estímulo, o jogo da atração sexual tem regras bem mais complicadas, nem sempre claras. É óbvio que corpos sarados e rostos harmônicos sempre fazem sucesso, mas outros atributos, como cheiro e voz, além de características psicológicas como humor, têm se mostrado cada vez mais determinantes para a vitória ou derrota dos participantes dessa verdadeira maratona, segundo a psicologia evolutiva — ciência que estuda os mecanismos adaptativos psicológicos que fazem parte do que chamamos de natureza humana.

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Isso sem contar, claro, os aspectos culturais, que nos diferenciam dos outros animais (os cachorros parecem não se importar muito com os modos à mesa de sua parceira sexual, tampouco as leoas no cio conferem a classe social e o nível de instrução dos leões).
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“Vários estudos mostram que nossa preferência sexual tem um caráter genético, tanto que você prefere o gênero masculino ou feminino por uma determinação que cada vez mais os estudiosos vão localizando dentro do DNA. Mas é lógico que nada como a cultura e o ambiente para modificar a genética”, diz a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora geral do ProSex, Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. “O desenvolvimento de mecanismos psicológicos como atração sexual ou ciúme tem uma base genética, mas eles também necessitam de um impulso social para serem ativados”, afirma o psicólogo evolutivo David Buss, da Universidade do Texas.
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Dito isso, voltemos aos nossos sentidos mais primitivos. Dentre eles, o olfato é o que mais nos aproxima dos cachorros, leões e outros parentes menos civilizados no quesito luxúria, segundo as recentes descobertas da ciência. O bom parceiro é aquele que cheira bem. E não estamos falando (só) de banho e desodorante, mas da infl uência inconsciente que o olfato desempenha na escolha do melhor companheiro para a procriação — lembrando que esse critério também é inconsciente, afinal, há alguns milhares de anos, quando nosso cérebro foi programado para selecionar pretendentes de acordo com sua capacidade reprodutiva, ninguém se preocupava muito com planejamento familiar. E ainda não deu tempo de nosso principal órgão se atualizar, já que a velocidade das nossas alterações biológicas não acompanha a das culturais.
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Apesar de não nos darmos conta, temos um olfato apuradíssimo para detectar um conjunto de genes conhecido como MHC (complexo de histocompatibilidade principal, na sigla em inglês), que controla o sistema imunológico e influencia a rejeição de tecidos. Quanto mais parecido o MHC do casal, maiores as chances de o útero rejeitar o feto. Portanto, nesse caso (e só nesse), a máxima de que os opostos se atraem está corretíssima.
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Assim como os ratos, nós somos capazes de sentir o cheiro desses genes, como mostrou um estudo suíço que ficou conhecido como “o experimento da camiseta suada”. Quando os pesquisadores pediram a um grupo de mulheres que cheirassem as peças com suor de homens e escolhessem o odor mais sensual, a opção recaiu sobre os indivíduos cujos sistemas imunológicos eram diferentes dos seus, mas compatíveis. Inconscientemente, elas se sentiram atraídas por homens com quem poderiam procriar mais seguramente. “Quando cientistas testaram o poder do MHC entre casais já estabelecidos, descobriram que, quanto mais genes desse sistema eles compartilhavam, mais sexualmente infiéis eram as mulheres e mais elas se sentiam atraídas por outros homens quando ovulavam, período com maior probabilidade de engravidarem”, afirma a antropóloga norte-americana Helen Fisher, autora do livro “Por que Amamos”.
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OMHC também aparece na saliva, o que ajuda a explicar por que o beijo é uma das principais notas de corte. E saiba que, se o beijo for bom, as chances de o casal acabar na cama aumentam. Isso porque, além de ser uma oportunidade de verificar a compatibilidade imunológica, ele amplia outros elementos da atração, como o cheiro e a visão. Além disso, homens com elevados níveis de testosterona (hormônio responsável pela excitação em ambos os sexos) podem ser irresistíveis, já que ela também está presente na saliva.
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Atentas às fortes evidências sobre o poder do MHC na química da atração e à necessidade humana de encontrar o par perfeito, as empresas que bancam o cupido já descobriram o novo filão. A Scientific Match, uma agência de namoros online inaugurada no final do ano passado em Boston, promete encontrar a alma gêmea dos cidadãos norte-americanos com base nos genes de seus sistemas imunológicos. A pessoa manda uma amostra de DNA e vira membro vitalício da agência, que fará combinações até encontrar a outra metade da dupla hélice. E tudo isso por módicos US$ 1.000 (cerca de R$ 1.700).
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Os especialistas na área não aprovam o método. “Fico surpreso até onde vai a cara-de-pau do ser humano”, diz o geneticista Renato Zamora Flores, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Além de restringir a natureza humana somente ao seu lado biológico, eles estão reduzindoa para apenas uma das características biológicas. O ser humano é muito mais complexo do que isso”, diz o psiquiatra Ronaldo Pamplona Costa, da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana. De fato. Ainda falando nos aspectos biológicos da atração — e especificamente de cheiros —, há outro controverso componente, o feromônio, substância secretada por um indivíduo e percebida por outros da mesma espécie para comunicar alguns comportamentos, entre eles o sexual.

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Esse tipo de comunicação química, verificada nos animais, parece existir entre os seres humanos também, ainda que em menor escala. “É provável que eles tenham um papel na atração sexual, principalmente entre as mulheres, que prestam mais atenção aos odores do que os homens, que são mais visualmente orientados. No entanto, não desperdice seu dinheiro nesses produtos baseados em feromônios que são vendidos pela internet. Eles não funcionam. Ainda não foi identificado nenhum componente químico em humanos que age como feromônios para atrair parceiros. O que não quer dizer que eles não existam, apenas que o conhecimento sobre esse tema ainda é incompleto”, diz o químico Charles Wysocki, do Monell Chemical Senses Center, na Filadélfia, Estados Unidos. Existem quatro categorias de feromônios. Uma delas agiria sobre nosso sistema endócrino, que influencia o ciclo da menstruação. É por esse motivo que as mulheres que convivem tendem a menstruar na mesma época. “Quando vivíamos em nosso estado natural, há milhares de anos, esse mecanismo era muito útil, já que não havia vantagem para determinada comunidade se apenas uma fêmea ovulasse, monopolizando a atenção reprodutiva de diversos machos”, diz David Buss.

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A comunicação por feromônios parece funcionar melhor nas mulheres, mas os homens também respondem a eles, como mostrou um estudo publicado no final do ano passado na revista especializada “Evolution and Human Behavior” (Evolução e Comportamento Humano). No experimento, strippers que estavam ovulando recebiam, em média, US$ 70 por hora em gorjetas. A generosidade dos rapazes diminuía com as que estavam menstruando, que ganharam apenas US$ 35. Aquelas que não estavam em nenhuma das duas fases do ciclo ganharam US$ 50. Há outros estudos demonstrando que os homens reagem aos sinais olfativos, ficando mais ciumentos e amorosos com suas parceiras quando elas ovulam. Aliás, dica para os rapazes: certifiquemse do período do ciclo antes de investirem. Durante a ovulação, suas chances aumentam significativamente — e as de ser pai também. Cuidado.

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Além de cheirar bem, o homem que tiver bom humor e uma voz sexy também tem maiores chances de cair no gosto da mulherada. Nada mais verdadeiro do que aquela máxima dos xavequeiros de que, “caiu na risada, está faturada”. Parece que gente chata não fazia muito sucesso desde a pré-história, e isso porque (além dos motivos óbvios) o senso de humor parece estar associado à inteligência, característica masculina irresistível para a maioria das mulheres, e também à boa disposição, que está associada à saúde, que, por sua vez, indica boas chances de reproduzir. Ainda que não seja tão importante quanto nos homens, nas mulheres, o bom humor também tem poder afrodisíaco, pelos mesmos motivos.

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E, se a piada vier com voz baixa e grave, a coisa fica ainda melhor para os rapazes. Evolutivamente falando, uma voz sexy é bem parecida com aquelas de locutor de rádio brega, praticamente um sussurro rouco. Essas características indicam altos níveis de testosterona, que, como já vimos, está relacionada ao impulso sexual. Um estudo com uma tribo da Tanzânia mostrou que, quanto mais grave e baixa a voz dos homens, mais filhos eles tinham. Pesquisadores dos EUA gravaram as vozes de 149 voluntários, homens e mulheres, e classificaram-nas em uma escala que ia do “nada atraente” até o “muito atraente”. As vozes consideradas mais sexies eram as de pessoas com as características físicas que mais fazem sucesso também, que são aquele conjunto que indica boas chances de passar nossos genes adiante.
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Um dos mais famosos estudos sobre sexo e a busca do companheiro foi realizado em meados da década de 1980, com mais de dez mil pessoas de 37 culturas. O objetivo era saber o que homens e mulheres procuravam no companheiro ideal. O levantamento mostrou que, independentemente de cultura, religião, idioma ou localização geográfica, todos buscavam os mesmos atributos físicos.
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Nas mulheres, juventude e beleza são fundamentais, mas não se trata de frivolidade pura. Segundo as teorias evolutivas, tais características indicam saúde, fundamental para uma gravidez bem-sucedida. Os sinais físicos de juventude são conhecidos de todas as mulheres que já passaram dos 30 (idade em que a gente começa a tentar amenizar os sinais do tempo). Vamos a eles: cabelos compridos e claros. “Pessoas saudáveis têm o cabelo lustroso e brilhante, diferentemente de pessoas doentes. Durante uma doença, o corpo precisa retirar todos os nutrientes disponíveis para combatê-la. Como o cabelo não é essencial para a sobrevivência, é o primeiro ponto de onde o corpo irá retirá-los. Por isso, a saúde deficiente de uma pessoa aparece primeiro nos cabelos”, dizem os psicólogos evolutivos Alan Miller e Satoshi Kanazawa no livro “Por que Homens Jogam e Mulheres Compram Sapatos”.
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É BOM PRA VOCÊ
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Além de dar prazer, o sexo diminui o risco de câncer, previne problemas cardíacos e estica a vida. Tá esperando o quê?
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Se o motivo mais conhecido para deixar a tal da química do desejo rolar não for suficiente, a ciência tem descoberto mais razões para se render aos seus instintos mais primitivos. Sexo, além de ótimo, faz bem para a saúde. As evidências convenceram até o Serviço de Saúde Britânico, (NHS, na sigla em inglês), que passou a recomendar o “sexercise” (exercício sexual) aos súditos da rainha, para prevenir uma série de doenças, como problemas cardíacos, distúrbios de sono e estresse. “Quando é uma fonte de prazer, o sexo realmente faz bem para a saúde. É perfeitamente compreensível que toda atividade humana que é uma fonte de prazer venha a ser muito benéfica. Porque ela traz mais oxigênio ao organismo, que, por sua vez, vai ficar mais nutrido e vai se apresentar em condições melhores. A pessoa fica mais bonita e com a auto-estima melhor e procura se cuidar mais”, diz a psiquiatra Carmita Abdo. Eis mais argumentos para praticar sempre.
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Bem-estar: O orgasmo libera no cérebro substâncias químicas chamadas endorfinas, que nos deixam mais calmos, afastando o estresse. Além disso, também faz circular na corrente sangüínea substâncias analgésicas, o que ajuda a aliviar dores em geral (incluindo a de cabeça; não tem mais desculpa!), e aumenta a produção de estrogênio e testosterona, hormônio que mantém os ossos e a musculatura saudáveis
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Vida longa: As endorfinas liberadas durante o orgasmo estimulam o sistema imunológico a combater doenças. O clímax também aumenta a circulação sangüínea, o que ajuda o organismo a se livrar de toxinas
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Coração mais saudável: Um estudo realizado na Inglaterra mostrou que manter relações sexuais duas ou mais vezes por semana diminui pela metade os riscos de ataque cardíaco fulminante em homens, comparado com aqueles que fazem sexo menos de uma vez por mês
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Menos risco de câncer de próstata: Ejaculações freqüentes (vale masturbação também), especialmente para homens na faixa dos 20 anos, diminui os riscos de desenvolver câncer de próstata no futuro, segundo estudo britânico
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Durma melhor: A oxitocina, hormônio liberado durante o orgasmo, ajuda a melhorar o sono. E estudos mostram que quem dorme melhor consegue manter o peso e a pressão sangüínea
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